Um bando de í­ndios, divididos em dois grupelhos, está impedindo o tráfego em DUAS estradas federais que ligam Campo Grande, MS, a Corumbá e a Cuiabá. Se quiser saber um pouco mais a respeito, veja a matéria AQUI. Outra vez a FUNAI não cumpre seu papel (ou será que patrocinou os ônibus que levaram os bandos?).

A bagunça generalizada começa, evidentemente, dentro das casas de gente que acha que é credora daqueles que atingiram algum sucesso. É o “rame-rame” de sempre. Em um momento são os coitadinhos dos indiozinhos que foram espoliados pelos brancos, agora não conseguem viver dignamente. Em outro, os trabalhadores que querem terra para viver e trabalhar (e quando conseguem a terra, não conseguem fazer nada nela).

Não, eu não sou conservador. Minha questão é muito prática: Terra é um bem escasso, certo? (escasso, em economia, quer dizer limitado). Se é escasso, deve ter seu uso administrado de forma racional para maximizar os resultados porque a coletividade ganha ou, dito de outra forma, “todos perdem quando não consideram a possibilidade de compartilhar recursos escassos entre sistemas” (Sérgio Lins).

Se os í­ndios soubessem realmente usar a terra, ótimo. Mas não é  isso que acontece. Que direito maior tem o í­ndio em relação ao não-í­ndio? Não defendo a propriedade de terra a qualquer preço, mas definitivamente não se pode dizer que sejam exemplo de produtividade e se dependesse deles, nosso paí­s estaria obviamente abaixo do Senegal em termos de produtividade.

No Brasil o sucesso é punido. É mais fácil – e seguro – distribuir benesses aos que fazem barulho. Imagine o perigo de educar essa gente. Povo que pensa é  povo que não se conforma com a corrupção porque entende que ela traz prejuízos a todos, portanto, a lógica reinante é  a de distribuir espelhos e contas, que é uma atitude quase tão velha quanto “panis et circense”.

Tem que ser muito idiota ou muito mal intencionado para achar que demarcação de terra resolve o problema do povo, seja í­ndio, negro, marciano ou quadrúpede. Pior é que os direitos da coletividade são massacrados por uma minoria estúpida e arrogante e ninguém fala nada.

 


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normannkallmus

Uma resposta para Arrogância burro-democrática

  1. Mais do mesmo disse:

    [...] texto intitulado “Arrogância burro-democrática” tratava de dois bloqueios que índios faziam na duas principais artérias de distribuição [...]

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